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A Vez dos Robôs Atendentes Físicos no Brasil

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Quando mostrei as fotos das máquinas humanoides (nossos robôs atendentes) para colegas e amigos em 2017, a reação foi quase igual: “Muito legal! É uma pena que o Brasil não esteja pronto para esse tipo de inovação”.

Saí então em busca de opiniões embasadas – de “especialistas”. Mas nenhum conseguia responder com propriedade qual seria aceitação e utilização no mercado local daquilo que eu estava prestes a comprar lá fora.

Mesmo assim, resolvi trazer ao Brasil os primeiros robôs Promobot. Sem seguro, sem mercado, sem nem imaginar como eles falariam português. Eu só sabia de uma coisa: tenho capacidade de fazer essas máquinas serem não só eficazes, mas também muito queridas no Brasil.

Como está o cenário hoje?

Hoje, com o primeiro ano do projeto virando história, e após 6 meses da atuação dos robôs atendentes aqui nos quais fizemos a nossa primeira dezena de projetos com clientes reais, está ficando cada vez mais claro: o mercado está surgindo. Os nossos clientes que inicialmente tiveram que ser “caçados”, um por um, via contatos, LinkedIn e encontros pessoais e não estavam muito afim de aceitarem nem uma implementação-teste sem custo, hoje estão chegando com a sua própria proposta de trabalho: “Ele consegue isso?” – “Queria que ele fizesse aquilo”.

“Como nos acharam?” – pergunto. – “Buscando ‘inovação no atendimento!’ ” – respondem. Uau! É gratificante estar associado com essa palavra-chave, não é?

Inicialmente, a percepção das possibilidades dos usos para o robô atendente pelos clientes potenciais foi superficial: “os seus robôs são bonitos e chamam atenção, mas e só!”. “Para mim, isso daí serve só para entretenimento”.

Mas ao receber explicações e ver o que um robô físico com preparo e integrações é capaz de proporcionar, muitos percebem: a máquina é um recurso tão útil quanto atrativo. Muitas vezes traz não somente uma experiência singular, mas também consegue economias em custos não essenciais e até receitas novas!

Aplicações dos Robôs Atendentes

Que tal, por exemplo, delegar ao robô atendente a tarefa de incansavelmente repetir sempre com bom humor a informação básica sobre os produtos apresentados numa feira? Em uma que participamos, ninguém vinha no totem que demonstrava o catálogo da empresa. Mas com robô, a conversa vai, conversa vem, e até catálogo começou a ser muito requisitado. Os especialistas humanos foram chamados somente quando o interesse ia mais longe. Aliás, mesmo assim, aproveitaram o robô como auxiliar nas suas apresentações de equipamentos: “mostre aquele vídeo para nós!”.

Ou, então, num local de evento onde não tem sinalização boa e ninguém da equipe teve tempo de colocar setinhas e explicações, foi o nosso robô atendente que serviu de “guia”: “o banheiro fica aqui perto, veja no mapa”. “Robô, que bom que você está aqui, eu sempre me perco neste local! Obrigada” – gravou um recado uma garota encantada com a tecnologia.

“Por favor, traga o robô mais perto do quiosque! Ele está me ajudando, as vendas aumentaram!” – pede uma das lojistas enquanto estávamos trabalhando num dos shoppings de São Paulo. E a outra vem com a solicitação “posso pedir que o robô informe que temos uma promoção bacana lá na loja?”

O que esperamos para o futuro?

Testes de habilidades, testes de curiosidades, muitos sorrisos, muitas perguntas mútuas, erros e  aprendizagem. No meu país há um ditado: “A primeira panqueca sai torta”. Os projetos de robótica não são diferentes. Uma tentativa às vezes não satisfaz de primeira. Fazer uma hipótese de interação, colocar em produção, ver a emoção do cliente, fazer autocrítica e repetir o processo no nível cada vez mais avançado. Os corajosos que apostaram na qualidade do nosso trabalho, na sua quase totalidade, contrataram mais de uma vez e estão com planos para futuro.

E o Brasil que “não estaria pronto”? – Não é o Brasil que vivo. O Brasil que conheço não está somente pronto para USAR tecnologia de uso intuitivo, simples, que fascina e prova ser útil, como também para CRIAR as suas próprias implementações. O setor está crescendo. Hoje, tem Umbô, Plaginbot, Human Robotics, XRobô e outros – todos zelando pelas boas implementações. Orgulho-me de fazer parte dessa onda de criação de novas experiências, uma nova realidade e desejo a todos os colegas, atuais e futuros, 2019 de muito sucesso!

Elena Senik

Criadora da Umbô

Seus clientes estão prontos para lidar com a tecnologia? Veja aqui como os robôs atendentes podem ajudá-los a entender as novas possibilidades!

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