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Um robô foi atropelado por um carro autônomo da Tesla. O que pensamos disso?

Na semana passada, durante o evento de tecnologia da CES em Las Vegas, um robô V4 da Promobot (mesmo modelo do nosso Umbô), teve um acidente com um veículo autônomo produzido pela Tesla. Caso ainda não tenha visto, você pode conferir as imagens abaixo:

Robô sendo “atropelado” por um Tesla

Muitos veículos de imprensa veicularam a notícia como se o robô tivesse sido “morto”  por outra inteligência artificial, tratando-se do primeiro “robocídio” documentado da história. Embora entendamos o tom bem humorado das matérias – com insinuações sobre guerra entre inteligências artificiais e outras referências hollywoodianas (nós mesmos chegamos a brincar com o assunto) – precisamos também ser um pouco sérios e articular o que esse incidente realmente significa.

Os desafios do desenvolvimento da robótica

A robótica é um campo em desenvolvimento acelerado. Existem muitas subáreas, como inteligência artificial, machine learning, mecânica. Quando se fala de inteligências artificiais dotadas de um corpo físico (como um robô interativo igual ao nosso ou mesmo o modelo de carro autônomo Tesla Model S), a questão da percepção espacial é fundamental e, ainda, desafiadora.

O Promobot V4, modelo do robô “atropelado” pelo veículo, possui sensores de movimento e presença no corpo. Porém, na sua primeira configuração, podia “não notar” pessoas, dependendo da posição e altura das mesmas, como também as vezes não conseguia “enxergar” alguns objetos de caraterísticas específicas. Como resultado, em alguma interação, o robô poderia fazer um movimento repentino com os braços e sem querer tocava em alguém que não está detectando. Muito esforço foi feito recentemente pelo P&D da Promobot para prevenir potenciais problemas (potenciais – pois até agora, com mais de 300 robôs Promobot funcionando no mundo, ninguém e nada tem sofrido nenhum impacto com sequelas). A nova, atualizada configuração promete segurança ainda maior.

Veredito: o Tesla é culpado ou inocente?

Analisemos os fatos: o Promobot V4 não foi morto pelo Tesla Model S porque (1) robôs não são vivos e, consequentemente, não podem morrer e (2) o robô foi apenas danificado e será reparado.

O carro autônomo é uma tecnologia em desenvolvimento e que, por ser recente, ainda pode possuir erros e melhorias nos seus algoritmos a serem realizadas. Por esse motivo, entendemos que o robô Promobot (que não morreu!) acabou fazendo a sua contribuição para o desenvolvimento de tais sistemas. Este caso com certeza será analisado pela Tesla e servirá para melhorias na detecção de presença, tornando mais seguro o trânsito para pessoas, animais e, quem sabe no futuro, até mesmo robôs.

O veredito é: inocente, claro. Mas somente porque se trata de um robô, e não um ser dotado de vida. Com a possibilidade de veículos autônomos serem amplamente adotados em vários países e considerando o potencial letal de um carro, é necessário garantir a robustez da tecnologia de detecção espacial para evitar futuros acidentes. Que bom que foi apenas um robô.

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